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Rommel

Erwin
Johannes Eugen Rommel (*1891 - 1945)
Nasceu na cidade de Heidenheim, na Alemanha, em 1891. Seu
pai era matemático, e, ao contrário de muitos
Generais, Rommel não pertencia a classe de Aristocratas
Prussianos, nem era membro do Estado Maior, coisas que facilitavam
a ascensão na carreira militar, embora sua mãe
tivesse descendência de família nobre.
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Primeira Guerra Mundial
Na Primeira Guerra Mundial, Rommel demonstrou-se um exímio
soldado, fazendo excelentes campanhas na França e
na Itália, sendo ferido em combate muitas vezes.
Sua maior façanha foi na Itália, depois de
seu batalhão ter sido transferido a fim de ajudar
os austríacos na ofensiva de outono no Isonzo. Rommel
capturou a posição-chave italiana no monte
Matajur, transformando a batalha de Carporetto em um desastre
para os italianos, capturando 250.000 prisioneiros. Por
isso, Rommel recebeu a Pour le Mérite, a mais alta
condecoração, normalmente reservada aos generais
mais graduados
.
::::: Período entre Guerras
Retornando à Alemanha, Rommel viu um país
em desordem. A monarquia deu lugar a República de
Weimar, e nas ruas, comunistas e outros grupos faziam manifestações.
Ex-soldados veteranos começavam a se organizar em
grupos para enfrentar os comunistas. A Revolução
Russa ameaçava avançar rumo ao ocidente.
O fim da guerra em nada lhe interrompeu a carreira militar.
Durante os anos de 1918 e 1920 exerceu vários postos,
e em 1921, foi transferido para Stuttgart e assumiu o comando
de uma companhia do 13o. Regimento de Infantaria, posto
que exerceu durante oito anos, sendo um dos 4.000 oficiais
regulares permitidos pelo Tratado de Versalhes. Nos anos
entre guerras, dominou em profundidade os procedimentos
de treinamento e administração do Exército.
Subiu de posto, assumindo responsabilidades crescentes e
desempenhando-as com eficiência. Colegas comentavam
sua inabalável dedicação e proficiência
em todos os assuntos militares.
Durante os anos de 1925 até 1929, escreveu um livro
intitulado "Ataques de Infantaria", um relato
de sua experiência e observações pessoais.
A publicação da obra, com 400.000 exemplares
vendidos na Alemanha antes e durante a Segunda Guerra Mundial,
valeu-lhe destaque nos círculos militares e atraiu
a atenção favorável de Adolf Hitler.
Até 1938 Rommel assumiu vários cargos, até
que passou a comandar o batalhão de segurança
pessoal de Hitler. Acompanhou o Führer aos Sudetos,
na Tcheco-Eslováquia e a Praga
.
::::: Rommel e Hitler
Embora desinteressado da política, Rommel admirava
o Führer. A denúncia anterior feita por Hitler
ao Tratado de Versalhes transformara em entusiasmo a morna
aprovação que o Exército tinha por
ele. A restauração da Alemanha em uma situação
de poder e prestígio no mundo mantiveram e ampliaram
a confiança e a aprovação. Embora figurasse
entre os que acreditavam no próprio Hitler, Rommel
alimentava sérias reservas a respeito dos nazistas
que o cercavam.
Por sua parte, Hitler gostava de Rommel não só
por sua eficiência e atenção ao dever,
mas também porque ele quase nada tinha do tipo aristocrático,
que o deixava contrafeito. Sabedor da história de
Rommel na Primeira Guerra Mundial e de seu desejo de voltar
à luta, perguntou-lhe que posto queria. Tendo observado
a BlitzKrieg em ação na Polônia, Rommel
pediu uma divisão blindada. Hitler concordou
.
::::: Início da Segunda Guerra Mundial - Conquista
da França
No dia 15 de fevereiro de 1940, à idade de 48 anos,
Rommel assumiu o comando da 7a. Divisão Panzer, estacionada
em Godesberg, no Reno. Sempre preocupado com a questão
da mobilidade, ficou deliciado com a maior velocidade e
raio de ação dos tanques. Ao terminar com
um estrondo a "Guerra de Mentirinha" no oeste
no dia 10 de maio de 1940, sua unidade estava pronta para
semear ventos e colher tempestades.
Rommel lançou suas unidades em ataques devastadores
infiltrando-se na retaguarda inimiga, causando assim, espanto,
confusão e, eventualmente, paralisia dos inimigos.
Em virtude do sucesso esmagador, porém, e em particular
à sua atordoante rapidez e aparecimento inesperado
no campo de luta, uma vez após outra, sua tropa passou
a ser conhecida como a "Divisão Fantasma"
e, ele mesmo, como o "Cavaleiro do Apocalipse".
A campanha transformou-o em herói popular na Alemanha.
A caminho da França, Rommel e sua divisão
Panzer avançam sobre Luxemburgo, não encontrando
interferência, e logo em seguida, adentra 45 km no
território belga, varrendo a ligeira oposição.
Transpondo o rio Ourthre, dispersou a resistência
francesa e começou a penetrar fundo em território
francês. Ocupando cidade após cidade, avança
vários quilômetros e chega a costa entre Fécamp
e Saint-Valéry-en-Caux, encurralando aí tropas
britânicas e francesas que procuravam embarcar para
a Inglaterra. No dia 12 de junho, aproximadamente 20.000
soldados rendem-se, e um general francês que se entregava
disse-lhe: "O senhor é rápido demais
para nós."
Três dias depois, Rommel voltou ao rio Sena, cruzou-o
e reiniciou o avanço para o sul e oeste. Depois de
rolar por várias cidades, retoma o rumo norte se
aproximando da costa em La Haye du Puits. Rodara à
velocidade de 30 a 45 km por hora a fim de cobrir mais de
320 km em dois dias. Seu avanço de 240 km em um único
dia foi o mais longo jamais conseguido numa guerra até
aquela época.
Rommel chegou aos subúrbios de Cherburgo no dia 17
de junho e prosseguiu para o sul até Rennes. Depois,
avançou até a fronteira espanhola a fim de
apossar-se da costa atlântica da França. Depois
disso, retornou com sua divisão até Bourdeux
para prestar serviço de ocupação. Em
uma campanha de seis semanas de duração, Rommel
capturou o espantoso total de quase 100.000 prisioneiros
e mais de 450 tanques. Perdeu 682 soldados mortos em ação,
1.646 feridos, 296 desaparecidos e 42 tanques. Ninguém
conduzira a BlitzKrieg com tal segurança, equilíbrio
e rapidez. A foto de Rommel apareceu em toda parte na Alemanha,
e seu nome estava em todos os lábios.

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Afrika Korps
O Afrika Korps foi criado por Hitler na intenção
de ajudar os italianos no norte da África. Mussolini
havia iniciado esse novo teatro da guerra afim de conquistar
o Egito e o canal de Suez. Depois de alguns passageiros
sucessos os italianos começaram sofrer derrotas e
mais derrotas. O comando do Afrika Korps foi entregue a
Rommel, na missão de evitar a expulsão dos
italianos do norte da África
.
Rommel chega a Trípoli em 12 de fevereiro de 1941.
Os britânicos estavam prestes a expulsar os italianos
de seu território colonial, já tendo tomado
Tobruk, Derna, Benghazi, a capital da Cirenaica, e El Agheila,
à entrada da Tripolitânia. Os italianos imploraram
a Rommel que salvasse Trípoli. Mas Rommel planejava
algo mais ambicioso e, no dia 19 de março, viaja
até o quartel-general do Führer para receber
de Hitler as Folhas de Carvalho para a Cruz de Cavaleiro
por seus serviços na França. Alguns dias depois
ele recebe instruções para preparar um plano
para reconquistar a Cirenaica.
No dia 31 de março Rommel atacou. Obrigou os britânicos
a abandonar todas as suas posições até
perto de Tobruk. Não foi mais longe por falta de
suprimentos e gasolina. O comandante inglês Auchinleck
advertiu a seus comandantes subordinados: "Nós
falamos muito de nosso amigo Rommel". Queria que suas
tropas deixassem de considerá-lo um mago ou demônio,
mas simplesmente como um general alemão comum. Obviamente,
esse não era o caso.
Os ingleses lançaram a ofensiva Crusader, obrigando
Rommel recuar um pouco, com mínimas perdas. Após
a Luftwaffe assegurar a superioridade aérea no Mediterrâneo,
Rommel desferiu um golpe devastador sobre Tobruk. Aniquilou
as defesas britânicas e tomou a fortaleza já
parcialmente destruída. A notícia chegou a
Churchil quando ele se encontrava com o presidente Roosevelt
na casa branca, fazendo sua obsessão por Rommel chegar
ao auge. Durante sua campanha no norte da África,
Rommel foi apelidado pelos árabes de "O Libertador",
pois estava tirando o domínio inglês da região,
que se fazia presente desde 1917.
Nesse momento Rommel se encontrava na fronteira egípcia,
onde tinha ordens de ficar estacionado enquanto os recursos
do Eixo eram desviados para um golpe decisivo sobre a assediada
ilha britânica de Malta, no Mediterrâneo. Mas
uma idéia passou pela cabeça de Rommel, e
também na de Hitler e Mussolini. A idéia consistia
em um eventual ataque ao Egito e a conquista do canal de
Suez. Depois, o Afrika Korps avançaria rumo ao Oriente
Médio e a Pérsia. Alimentada com o abundante
petróleo dessa região, a máquina de
guerra alemã avançaria e se juntaria as tropas
na frente russa e, posteriormente, marcharia em direção
a Índia, para se encontrar com os japoneses e assim
selando a destruição do Império Britânico.
Rommel preparou planos para conquistar Alexandria. Mas no
dia 1o. de julho, em Alamain, Rommel e seu desfalcado Afrika
Korps encontraram um 8ª exército inglês
reforçado, sob o comando direto do general Sir Auchinleck.
Precisou de todos os seus recursos para manter a sua linha
intacta. Escreveu ele à sua esposa: "A situação
não pode continuar assim por muito tempo, ou a linha
se desintegrará. Militarmente, este é o período
mais difícil pelo qual já passei".
Em setembro (ocasião que o 8ª exército
foi fortemente reforçado), tentou atacar mas foi
inteiramente derrotado. Depois, rechaçou alguns ataques
do 8ª exército, já sob o comando de Sir
Bernard Montgomery.
Rommel passava por problemas de saúde. Estava com
problemas estomacais e intestinais, dilatação
do fígado e deficiências circulatórias,
e também estava atormentado pelo desânimo com
a dificuldade aparentemente insolúvel de garantir
o supremento regular de suas tropas, e preocupado sobre
o aparecimento das primeiras dúvidas sobre a vitória
final do Eixo, deixou o norte da África em licença
de tratamento médico. Visitou Mussolini em Roma,
e depois foi para a Prússia Oriental para falar com
Hitler. Apresentou seus argumentos. Sugeriu uma evacuação
do norte da África, a fim de resgatar as forças
ali estacionadas para defender a Europa de uma invasão
aliada. Mas Hitler não lhe deu ouvidos e começou
a falar sobre os novos tanques Tigre e os foquetes Nebelwerfer.
Depois, retirou-se para Semmering, nas proximidades de Viena,
a fim de tratar do problema do fígado e da pressão
arterial irregular. Enquanto repousava, manifestou à
esposa as primeiras dúvidas sobre Hitler, cujas política
e estratégia absurdas, segundo ele, estavam provocando
a derrota.
No dia 23 de outubro de 1942, Montgomery lançou uma
operação com o objetivo, como ele mesmo disse,
de "eliminar Rommel". Rommel recebeu um telefonema
informando que seu sucessor havia morrido na batalha. Logo
em seguida, Hitler lhe telefona perguntando se ele poderia
voltar. Rommel respondeu que sim.
No dia 25 de outubro, viajou para Roma, onde soube que só
um mero fio de suprimentos conseguia passar pelo Mediterrâneo,
e chegou a Trípoli naquela noite. Rommel visitou
a frente de luta no dia 26 e ficou estarrecido. Os britânicos
dominavam o ar e o mar. Avisou Hitler, Mussolini e Kelssering
(General da Luftwaffe, comandante em chefe no Mediterrâneo)
que esperassem uma catástrofe.
No dia 3 de novembro, Rommel assumiu posição
defensiva e tentou alguns contra ataques sem resultado.
O combustível já estava faltando e as unidades
italianas desmoronaram, quando uma ordem de Hitler chega:
"Resistir até o fim". Rommel ficou atônito
com a incompreensão e frigidez de Hitler. Ordenou
uma retirada total.
Rommel e o restante de seu exército foram para a
Tunísia onde Hitler e Mussolini enviaram tropas para
fazer um fortificada cabeça de ponte. Mas a resistência
durou poucos meses, e a Alemanha teve que deixar o norte
da África.
Rommel já não acreditava mais no esforço
de guerra alemão no sul da Europa. Da Espanha à
Turquia os aliados podiam invadir por qualquer lugar, e
ele sabia que era só o primeiro soldado aliado colocar
o pé na Itália que Mussolini caía.
Rommel também já não acreditava mais
na aliança Italo-Alemã. Era só uma
questão de tempo para a Itália capitular.
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Invasão da Normandia
Como Rommel previu, os aliados invadiram a Itália.
Hitler nomeou Kelssering como comandante supremo na Itália
e reservou para Rommel a missão de defender a costa
francesa.
Rommel começou a trabalhar duro na França.
Mandou construir fortificações, passar arames,
barreiras, obstáculos anti-paraquedistas, colocou
milhões de minas ao longo da costa, construiu uma
pequena muralha que não deu tempo de acabar. E ainda,
pediu reforço militar para Hitler, como duas divisões
Panzer e mais unidades de infantaria.
No dia D, Rommel não estava presente na Normandia,
e sim, em sua casa comemorando o aniversário de sua
esposa. Hitler ordenou que as divisões Panzer ficassem
atrás, como uma reserva de defesa. Rommel seguiu
imediatamente para a Normandia, mas já era tarde.
Os aliados haviam estabelecidos uma forte cabeça
de ponte, e tinham a superioridade aérea. Era o fim
para Rommel. Para ele, a Alemanha havia perdido a guerra,
e o que tinha que ser feito era retornar para próximo
da fronteira e organizar uma eficiente defesa.
Os historiadores militares acreditam que se Rommel estivesse
lá na hora do desembarque, imediatamente ordenaria
as divisões Panzer atacar os aliados, o que mudaria
e muito a história como conhecemos.
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A Morte de Rommel
Três dias depois do Dia-D, em 9 de junho de 1944,
o carro em que Rommel viajava foi atingido por um caça
aliado. Rommel sofreu ferimentos graves na cabeça,
e foi levado para um hospital da Luftwaffe nas proximidades.
Um pouco antes disso acontecer, Rommel havia tomado parte
de um complô para tirar Hitler do poder e prendê-lo.
O que ele não sabia, era que os conspiradores queriam
era matar Hitler. No dia do acidente, o golpe chegava ao
seu clímax. Uma bomba explode no quartel-general
do Führer, que escapa milagrosamente. Hitler manda
matar os opositores e descobre, por alguns documentos, que
o nome de Rommel constava como o presidente do IV Reich.
Como Rommel era conhecido como o VolksGeneral (General do
Povo), e por seus serviços prestados, o Führer
ofereceu duas possibilidades: Rommel poderia cometer suicídio
ou ser julgado por alta traição. Optando pelo
suicídio, nada seria feito contra sua esposa e filho.
Quando Rommel estava em sua casa, dois Generais bateram
à sua porta levando a notícia. Rommel se despediu
da família e entrou no carro junto com os Generais
para tomar o veneno. Chegou já morto ao Hospital,
vitima de uma embolia fatal. Os que viram o corpo comunicaram
uma expressão de desprezo em seu rosto. O corpo foi
incinerado, para evitar complicações posteriores
quanto ao envenenamento, e Rommel teve um enterro com honras
de Estado.No dia 7 de março de 1945 o Terceiro Reich
começou a esboroar-se. Frau Rommel recebeu informação
do desejo de Hitler de mandar construir um monumento esmerado
na sepultura do marido.
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